Uma saudade enorme do tempo em que morei em Oslo
congelou por alguns minutos
o tempo no qual apenas "a tese" tem morado em mim.
A porta da caixa de fotos, aberta,
dispensa 19 anos e milhares de quilômetros
provando que o tempo é preterível
e subo no trem que leva ao museet.
Eu, essa que vai, reencontro lá no velho grito de Munch
a redenção para os novos silêncios daqui:
eu, esta que fica, suspensa na impossibilidade
entre a mão direita arrastada pelo que chamam “teoria”
e a esquerda agarrada ao que chamo “vida”.
Liliane Leroux
domingo, 24 de junho de 2007
Skrik
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