domingo, 24 de junho de 2007

Skrik

Uma saudade enorme do tempo em que morei em Oslo

congelou por alguns minutos

o tempo no qual apenas "a tese" tem morado em mim.

A porta da caixa de fotos, aberta,

dispensa 19 anos e milhares de quilômetros

provando que o tempo é preterível

e subo no trem que leva ao museet.

Eu, essa que vai, reencontro lá no velho grito de Munch

a redenção para os novos silêncios daqui:

eu, esta que fica, suspensa na impossibilidade

entre a mão direita arrastada pelo que chamam “teoria”

e a esquerda agarrada ao que chamo “vida”.



Liliane Leroux


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