terça-feira, 7 de agosto de 2007

Quando a razão faz calar a paixão ou respondendo pra amiga Anne por onde anda meu "eu lírico"



É que meu “eu ético”, aquele ainda com alguma ínfima faculdade de juízo, sabe que terminar a tese é impreterível, inadiável, indiscutível e inegociável.




Ele só abre espaço pro meu “eu filosófico”, tentando fazer da tese um espaço de reflexão e questionamento autônomo, blá, blá...





Mas, por uma questão de autopreservação ( a tese ou a morte!!!), meu “eu filosófico” assumiu algumas posturas ascéticas - no sentido estóico- de buscar a liberdade no autodomínio dos apetites etc.






Daí, que esse “eu- filosófico-estóico” vira meio que um super-ego, que interdita meu “eu-pulsional-desejante” na sua eterna e inútil luta por preencher o vazio original.




E meu pobre “eu-lírico” , que é pura sublimação dos meus desejos, contorno criativo das bordas de meus vazios... está de castigo enquanto a tese não avançar.




p.s. Este post foi uma rápida traição ao corpo ( lugar estreito do hábito) pela imoralíssima alma de meu "eu-transgressor".


Liliane Leroux

3 comentários:

anneclinio disse...

amiga!!! como tantos eus podem conviver num tu tão consistente... eu disse consistente e n coerente, risos... quer dizer coerente tb, mas nunca monótono!!!!

Liliane Leroux disse...

Que lindo, amiga!!!

anneclinio disse...

tá demorando muito pra postar!!!!!!