
É que meu “eu ético”, aquele ainda com alguma ínfima faculdade de juízo, sabe que terminar a tese é impreterível, inadiável, indiscutível e inegociável.
Ele só abre espaço pro meu “eu filosófico”, tentando fazer da tese um espaço de reflexão e questionamento autônomo, blá, blá...
Mas, por uma questão de autopreservação ( a tese ou a morte!!!), meu “eu filosófico” assumiu algumas posturas ascéticas - no sentido estóico- de buscar a liberdade no autodomínio dos apetites etc.

Daí, que esse “eu- filosófico-estóico” vira meio que um super-ego, que interdita meu “eu-pulsional-desejante” na sua eterna e inútil luta por preencher o vazio original.

E meu pobre “eu-lírico” , que é pura sublimação dos meus desejos, contorno criativo das bordas de meus vazios... está de castigo enquanto a tese não avançar.

3 comentários:
amiga!!! como tantos eus podem conviver num tu tão consistente... eu disse consistente e n coerente, risos... quer dizer coerente tb, mas nunca monótono!!!!
Que lindo, amiga!!!
tá demorando muito pra postar!!!!!!
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