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Parrhesia

Não me criem como verdade
nas mentiras que precisam ser
Não serei o pára-raios, que segura a tempestade
de tudo o que não querem ver.
Larguem minha mão! Tirem-na do travesseiro
se nele deitam o que nem existe: Consciência?
O peso da que inventam lhes pertence por inteiro!
Não serei "pedigri" para tal decência
Tu, não me ponhas entre ti e teu espelho
se não te agrada o que vês
Antes, pinta-o de um vermelho
Que te ruborize a tez
E tu, acreditas mesmo que crias a moral por mim?
Ou pior, que ela já existia?
Não vêes que começas pelo fim?
Para ti, para ti tão somente a cria !
Ai, mas não creio ser maldade, só tolice
que ainda me ocupes com tal maluquice!
Deixe-me fora desse disse-me-disse!
Se me queres muitas, hoje sou "Alice":
...e o Gato segue distribuindo seus sorrisos por um agrado qualquer; e a Duquesa segue organizando a moral.
Liliane Leroux
Um comentário:
http://www.auto-ficcao.blogspot.com/
sua alma gemea
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