domingo, 16 de dezembro de 2007

Parrhesia


Não me criem como verdade
nas mentiras que precisam ser
Não serei o pára-raios, que segura a tempestade
de tudo o que não querem ver.

Larguem minha mão! Tirem-na do travesseiro

se nele deitam o que nem existe: Consciência?
O peso da que inventam lhes pertence por inteiro!
Não serei "pedigri" para tal decência


Tu, não me ponhas entre ti e teu espelho
se não te agrada o que vês
Antes, pinta-o de um vermelho
Que te ruborize a tez

E tu, acreditas mesmo que crias a moral por mim?
Ou pior, que ela já existia?
Não vêes que começas pelo fim?

Para ti, para ti tão somente a cria !

Ai, mas não creio ser maldade, só tolice
que ainda me ocupes com tal maluquice!
Deixe-me fora desse disse-me-disse!
Se me queres muitas, hoje sou "Alice":

...e o Gato segue distribuindo seus sorrisos por um agrado qualquer; e a Duquesa segue organizando a moral.

Liliane Leroux

Um comentário:

Anônimo disse...

http://www.auto-ficcao.blogspot.com/

sua alma gemea